quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Sobre os estrangeirismos: Why so Serious?

Alexandre Sturm *

É patética a tentativa do governo em desviar o foco da atual decadência educacional do país criando “culpados”. Os clichês e jargões yankees são apenas sintomas inofensivos e que, por vezes mesmo que esporádicas, se encaixam perfeitamente na nossa linguagem contemporânea.

Os “monarcas” partem da premissa que a inserção de palavras não traduzidas para o português fere a qualidade da nossa língua mãe. É importante salientar que os portugueses (de Portugal) sempre tiveram apreço e orgulho pela língua, optando sempre pela tradução das palavras, contudo o povo brasileiro não demonstra a mesma afeição e dá sinais claríssimos de descaso e, pior, desconhecimento da mesma.

A penetração e aceitação de novos vocábulos é resultado de um mal maior: a pouca valorização e disseminação do nosso idioma. Tal inoperância governamental em alimentar o ensino no país acarreta em “cânceres” bem aceitos como “me vê 5 pila aí” ou “me vê pra mim essa coca” e utilizam como bode expiatório palavras que seriam invariavelmente agregadas ao sistema como download e happy hour, sendo que estas possuem uma boa aplicabilidade muito diferente dos erros rotineiros e atrozes que são cometidos frequentemente.

Destarte, não defendo todos os estrangeirismos, muitos deles totalmente dispensáveis (vide feedback e meeting), contudo se os governantes querem realmente se livrar de toda e qualquer influência norte americana em nossa linguagem, não seria mais sensato parar de investir tempo em leis esdrúxulas e com pouca (ou nenhuma) eficácia e tentar investir na educação, para variar?

* Alexandre é meu aluno de LP na Administração da Uniritter

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