quinta-feira, 26 de março de 2009

Aperitivo do novo livro

Em primeira mão, o posfácio que o Leonardo Brasiliense escreveu para meu próximo livro, Minicontos e muito menos, que deve ser lançado em abril.

NA VERDADE, CINCO MINI LIVROS...

Há Cinco Marias, para todos os destinos: vítimas, algozes, e até uma que não nasceu. Um nome não aprisiona significado senão pela vida que o carrega. E quem disse que um conto de três linhas não carrega uma vida inteira?

Ciranda da vida nos leva a dançar pelos temas da vida e da morte, para um lado e para outro: de vidas possíveis (chegou a tua hora... eu poderia ter sido atriz...), passando por quem é capaz de tirar a vida (na real, foi assim: primeiro mataram a mãe...), até a morte que permite a vida (no dia em que Paulo se foi...). Ciranda pra lá, ciranda pra cá... Cuidado para não ficar tonto.

Cédula viva, que pra mim não é um conjunto de contos, mas uma mini novela, dá um bom filme, um longa-metragem inteligente. Tem personagens bem definidos, e o que os une, o que os faz semelhantes são as duas coisas escritas no título genial: uma cédula de dinheiro (o motor do mundo contemporâneo) e a vida (o sentido para o sujeito). O indivíduo e o social retratados de uma só vez, com equilíbrio e maturidade, coisa rara.

Faces de sete poemas, na sua intertextualidade, mostra que a diferença entre a poesia e a prosa, especialmente o conto, pode às vezes ser apenas a face, o lado que se olha.

E Sinal dos tempos fala do que é nosso, infelizmente, queiramos ou não.

Cinco mini livros com uma unidade que sentimos mas não podemos definir, que se deixa ver, que se exibe e se descobre no papel, porém é muito mais complexa que tudo o que ali está: a marca do autor, a alma do Marcelo.

Leonardo Brasiliense

Um comentário:

  1. Os minicontos são pequenos em tamanho - mas profundos nos sentidos.
    Amei o livro, marcelo! bjocas

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